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CAMINHOS DA ESCRITA PLURAL

A magia do hábito de leitura e a imortalidade da palavra escrita

Todos concordamos que muita coisa mudou desde que o mundo é mundo. Hoje consultamos o Dr. Google antes de ir ao médico, pagamos as contas sentados no sofá, degustamos as delícias da alta gastronomia sem ir ao restaurante, assistimos o filme vencedor do Oscar no sofá da sala e convivemos, perplexos e maravilhados com os avanços da TI. De fato, todos os dias somos expostos a novidades que mexem com a nossa cabeça e alteram nossos comportamentos.

Isso não significa que o passado virou um monte de escombros. Muita coisa permanece de pé. Um bom exemplo é o hábito de leitura, que continua firme e forte no nosso cotidiano. O surgimento da palavra escrita é tão decisivo na trajetória humana que marca o início da Civilização. Do papiro bordado de hieroglifos e das placas de barro com decalques cuneiformes até a brochura de papel e tinta e a telinha dos tablets e celulares, percorremos uma longa jornada. Ao longo do tempo, mudaram os suportes materiais, mas o ato de ler não se alterou.  Continua a ser um ritual de recolhimento íntimo, em que se realiza o milagre da comunhão de subjetividades. A palavra impressa forma consciências, cicatriza dores emocionais, transforma vidas. Um mundo onde as obras literárias são condenadas ao extermínio pelo fogo, tal como descrito por Ray Bradbury no romance Fahrenheit 451, publicado em 1953, felizmente jamais deixou as páginas da ficção científica. Os clássicos perduram e convivem com produções que continuam a jorrar da criatividade dos autores, com ou o sem a parceria da inteligência artificial. Seja como livro, seja nos novos formatos criados pelos avanços tecnológicos, o texto pulsa e vive entre nós.

Em resumo, a relação apaixonada e apaixonante entre autor e leitor persiste, as gerações se sucedem, o gosto pela leitura se renova e a palavra escrita, independente do suporte material que lhe dá vida, continua a ser a seiva que alimenta a cultura humana. 

Esse é o sentido e o sentimento do nosso blog. Explore com a gente o universo da palavra. Leia e escreva neste espaço aberto a tempos e vozes diversas, em todos os tons e sons da nossa Escrita Plural. 

PROTAGONISMO, AUTORIA E MODOS DE NARRAR EM CREMILDA MEDINA E SVETLANA ALEKSIÉVITCH

Pretendemos aproximar duas autoras de contribuições fundamentais para as narrativas jornalísticas: Cremilda Medina, pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP), e Svetlana Aleksiévitch, jornalista ucraniana autora de Vozes de Tchernóbil (2016), livro-reportagem vencedor do Prêmio Nobel de Literatura de 2015. (…)
Marcos Antônio Zibordi

Marc Bloch (1886-1944) no Panthéon

Marc Bloch (1886–1944), historiador e militar francês, fundador da revista Annales e da Escola dos Annales — um dos mais influentes movimentos historiográficos do século XX — (…)
Daniel Afonso da Silva

Era noite e o levaram

Faz noventa anos que Garcia Lorca nos deixou (…)
Sinval Medina

Sonhos e frustrações do Velho Chico

Sonhos e frustrações do Velho Chico (A voz do Velho Chico, se o viajante o escutar na margem direita, em Pirapora, norte de Minas Gerais, revive uma história de sonhos e frustrações. Com a devida licença do povo da terra e de seus historiadores, entra em cena o grande rio:..) (…)
Cremilda Medina

José Goldemberg, a pesquisa independente.

Mais do que merecido o Prêmio Jabuti à Personalidade Acadêmica do consagrado pesquisador José Goldemberg… (…)
Cremilda Medina

Em nome da ciência

Prezados senhores. Tomem seus lugares, por favor. Hoje daremos continuidade aos nossos estudos sobre a…

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Sinval Medina

Dos paradigmas do século XX, atualização que se faz necessária

Para Cremilda Medina, que sempre se interessou pelo conhecimento do conhecimento, a chamada epistemologia, em meados do século passado considerou que estava na hora de reunir pesquisadores de diferentes áreas para debater a crise dos paradigmas tradicionais. E o Primeiro Seminário Transdisciplinar, que organizou em 1990, na Universidade de São Paulo (USP), ofereceu a oportunidade de, a partir de um (…)
Cremilda Medina

Suje-se gordo!

Machado de Assis Uma noite, há muitos anos, passeava eu com um amigo no terraço…

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Sinval Medina

Edgar Morin, para sempre voz humanística.

Com a morte do humanista Edgar Morin, no dia 29 de maio de 2026, às vésperas de completar 105 anos, sempre ativo na ação solidária e na reflexão sobre os desafios coletivos, muitos autores lhe prestarão homenagens. Cremilda Medina, que seguiu sua fecunda obra do século XX ao século XXI, acrescenta, neste ensaio, o convívio presencial com o pensador francês (…)
Cremilda Medina

O herdeiro das sombras e seus mistérios

Sempre fui fascinado pela história das histórias, isto é, pelos caminhos e motivos que levam…

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Sinval Medina

Geleias para o inverno

1985. Cobertura Mengele, trabalho no jornal O Estado de S. Paulo, sou repórter especial, pedem-me,…

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Cremilda Medina