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Era noite e o levaram

Era noite e o levaram

Por Sinval Medina

A MORTE

Em 17 de julho de 1936, Francisco Franco (autointitulado Caudillo de España por la Gracia de Dios), com apoio de Mussolini e Hitler, deu início à Guerra Civil Espanhola. A insurreição contra o governo democraticamente eleito da Frente Popular se estenderia até 1 de abril de 1939, ceifando cerca de 500 mil vidas. Granada, cidade onde vivia Federico Garcia Lorca, caiu nas mãos dos rebeldes, que iniciaram uma violenta onda de repressão política contra os defensores da democracia.

Acusado pelos fascistas de ser maçom, agente soviético, republicano (e homossexual),  Lorca foi preso no dia 16 de agosto de 1936. Na madrugada de 18 de agosto, juntamente com o maestro Dioscoro Galindo e os anarquistas Francisco Galadi e Joaquin Arcollos, foi fuzilado e jogado em uma vala comum no caminho entre Viznar e Alfacar. A execução sumária chocou o mundo: Lorca era artista plástico, músico, teatrólogo, ensaísta e poeta de renome internacional.    

 Dado como “desaparecido” pela ditadura franquista, só em 2015 veio a público um documento datado de 9 de julho de 1965 segundo o qual Lorca teria sido executado, depois de “confessar” sua culpa— sem, no entanto, revelar o conteúdo da suposta confissão.

Segundo o biógrafo Ian Gibson, tratou-se do primeiro reconhecimento oficial, ainda que tardio, de que Lorca havia sido vítima de sequazes do “generalíssimo” Francisco Franco. Até então, o regime jamais havia admitido formalmente sua responsabilidade: em 1936, as autoridades de Granada ignoraram os pedidos internacionais de esclarecimento. O silêncio se manteve por décadas.

 O paradeiro exato do corpo de Lorca segue desconhecido até hoje. A família do poeta se opôs às tentativas de exumação, o que dificultou pesquisas na área. Essa posição só começou a mudar no início dos anos 2000, no contexto de um movimento mais amplo de recuperação da memória das vítimas da ditadura. Três grandes campanhas de escavação foram realizadas neste século: em 2009, no Parque Federico García Lorca, próximo a Alfacar; em 2014, a menos de um quilômetro do primeiro sítio; e em 2016, também em Alfacar. Nenhuma delas localizou restos identificáveis do poeta. Escavações mais amplas no Barranco de Víznar, iniciadas em 2021, seguiam em curso em 2025, no âmbito de um projeto que busca identificar, ao todo, centenas de vítimas anônimas da repressão franquista na região

Logo após a morte de Lorca, o regime proibiu totalmente seus livros. Uma edição censurada de suas Obras Completas só foi autorizada em 1953, sem os Sonetos do Amor Obscuro — poemas de conteúdo homoerótico mais explícito, cujos manuscritos originais nunca foram encontrados e que só vieram a público, em versão de rascunho, em 1983/84. A interdição completa só foi revogada após a morte de Franco, em 1975, permitindo que a vida e a morte do poeta pudessem finalmente ser discutidas abertamente na Espanha.

A VIDA

Federico García Lorca nasceu em 5 de junho de 1898, em Fuente Vaqueros, pequena localidade a cerca de 17 km de Granada, na Andaluzia. Filho de um próspero proprietário rural e de uma professora. A infância no campo marcaria permanentemente sua obra, que recorreria com frequência à paisagem, ao folclore e à musicalidade andaluza.

Ao se transferir para Granada, estudou piano, harmonia e contraponto no conservatório local, inclinando-se à carreira musical. Após a morte do maestro Segura Meda, seu mestre, voltou-se para a literatura.  

Na Universidade de Granada, a partir de 1915, cursou Direito, Letras e Filosofia. Em 1919, por influência do político Fernando de los Ríos, amigo de sua família e representante socialista de Granada no Parlamento,  mudou-se para Madrid. Na capital, frequentou a Residencia de Estudiantes, instituição acadêmica no modelo de Oxford e Cambridge, onde conviveu com Salvador Dalí e Luis Buñuel, entre outros artistas que se tornariam centrais na cultura espanhola do século XX.

Nesse ambiente Lorca se consolidou como integrante da chamada Geração de 27 (Generación del 27), grupo de poetas responsável por incorporar à literatura espanhola as vanguardas europeias — simbolismo, futurismo e surrealismo — sem abandonar as raízes populares e andaluzas. Seu livro Romancero Gitano (1928), sucesso de público e crítica, trouxe-lhe fama e reconhecimento. Foi, no entanto, um período de profunda angústia pessoal, agravada pelo conflito entre sua vida pública de autor consagrado e sua identidade homossexual, vivida em sigilo.

Preocupada com seu estado emocional, a família proporcionou-lhe uma estadia nos Estados Unidos a partir de junho de 1929, onde chegou a se matricular na Columbia University. Dessa experiência resultou o livro Poeta em Nova York, marcada por uma ruptura radical com o tom folclórico e rural de seus versos. Na nova obra Lorca denuncia a alienação e a desumanização da sociedade urbana capitalista. O Poeta em Nova York só seria publicado postumamente.

O retorno de Lorca à Espanha, em 1930, coincidiu com a queda da ditadura de Primo de Rivera e a proclamação da Segunda República Espanhola. Em 1931, por influência de Fernando de los Rios, ele foi nomeado diretor da companhia teatral universitária La Barraca, financiada pelo Ministério da Educação republicano, com a missão de levar o teatro clássico espanhol a regiões rurais que jamais haviam tido acesso a esse tipo de produção cultural.

É nesse período itinerante que Lorca escreve suas peças mais conhecidas, reunidas posteriormente sob o nome de ‘trilogia rural’: Bodas de Sangue (1932), Yerma (1934) e A Casa de Bernarda Alba (concluída em 1936, meses antes de sua morte, e encenada apenas postumamente, em 1945). As três obras questionam, sob diferentes ângulos, os papéis sociais impostos às mulheres na sociedade espanhola tradicional e os limites do desejo diante da rigidez moral vigente.

Em 1933, durante uma temporada em Buenos Aires — onde dirigiu a estreia argentina de Bodas de Sangue —, Lorca proferiu a célebre conferência ‘Jogo e Teoria do Duende’, em que formulou sua teoria sobre a inspiração artística: para ele, a grande arte dependeria de uma consciência viva da morte, de um enraizamento na terra de origem e do reconhecimento dos limites da razão diante da força instintiva da criação.

Embora menos conhecida do público geral, a produção como desenhista de Lorca é reconhecida por estudiosos como parte relevante de seu percurso criativo. Chegou a expor uma série de desenhos nas Galeries Dalmau, em Barcelona, em 1927 — mesclando estilo popular e vanguardista, com preocupação recorrente pela identidade e pela dualidade entre alegria e sofrimento.

Na madrugada de 18 de agosto de 1936, sequestrado por um bando de facínoras, Federico Garcia Lorca deixou este mundo para entrar na eternidade. 

PS: O título desta memória é  inspirado em uma canção de José Afonso (1929/1987), autor de Grândola Vila Morena, hino da Revolução dos Cravos, que em 25 de abril de 1974 derrubou a ditadura salazarista em Portugal.


TRADUÇÕES OU TRAIÇÕES?

Há quem diga que traduzir é transcriar. Dizem outros que traduzir é trair. Principalmente quando se trata de Federico Garcia Lorca. De qualquer forma, ao lembrar os noventa anos do desaparecimento do maior poeta espanhol do século XX, não resisti à tentação de reproduzir em português a magia de seus versos. Aí vão algumas das minhas tentativas.

CANCION DEL JINETE

  Córdoba.
Lejana y sola.

  Jaca negra, luna grande
y aceitunas en mi alforja.
Aunque sepa los caminos
yo nunca llegaré a Córdoba.

  Por el llano, por el viento,
jaca negra, luna roja.
La muerte me está mirando
desde las torres de Córdoba.

  ¡Ay qué camino tan largo!
¡Ay mi jaca valerosa!
¡Ay que la muerte me espera,
antes de llegar a Córdoba!

  Córdoba.
Lejana y sola.

(Autoria: Federico Garcia Lorca)
CANÇÃO DO GINETE

  Córdoba. 
Distante e solitária.

  Égua negra, lua grande
e azeitonas no alforge.
Mesmo sabendo os caminhos
eu nunca chegarei a Córdoba.

Pelo prado, pelo vento,
égua negra, lua rubra. 
A morte está me olhando
Do alto das torres de Córdoba.

Ai, que caminho tão longo!
Ai minha égua valorosa!
Ai que a morte me espera
antes que eu chegue a Córdoba!

Córdoba. 
Distante e solitária.

(Tradução: Sinval Medina)
SI MIS MANOS PUDIERAN DESHOJAR

IO DE NOVIEMBRE DE 1919
(Granada)

  Yo pronuncio tu nombre
en las noches oscuras, 
cuando vienen los astros 
a beber en la luna 
y duermen los ramajes
de las frondas ocultas.
Y yo me siento hueco 
de pasión y de música.
Loco reloj que canta 
muertas horas antiguas.

  Yo pronuncio tu nombre, 
en esta noche oscura, 
y tu nombre me suena 
más lejano que nunca.
Más lejano que todas las estrellas 
y más doliente que la mansa lluvia.

¿Te querré como entonces 
alguna vez? ¿Qué culpa
tiene mi corazón?
Si la niebla se esfuma,
¿qué otra pasión me espera?
¿Será tranquila y pura?
¡¡Si mis manos pudieran 
deshojar a la luna!!

(Autoria: Federico Garcia Lorca)
SE AS MINHAS MÃOS PUDESSEM

10 DE NOVEMBRO DE 1919
(Granada)

Pronuncio teu nome
nas noites escuras,
como os astros vêm
beber na lua
e dormem os ramos
das frondes ocultas.
E sinto-me oco
De paixão e música.
Louco relógio que canta
Horas mortas
Antigas.

Pronuncio teu nome
nesta noite escura
e teu nome me soa
mais longe que nunca.

Te amarei como então
alguma outra vez? Que culpa
tem meu coração?
Se a névoa se esfuma,
que outra paixão me espera?
Será tranquila e pura?
Se as minhas mãos pudessem
desfolhar a lua!

(Tradução: Sinval Medina)
PUEBLO

Sobre el monte pelado 
un calvario.
Agua clara 
y olivos centenarios.
Por las callejas 
hombres embozados, 
y en las torres 
veletas girando.
Eternamente 
girando.
¡Oh pueblo perdido, 
en la Andalucía del llanto!

(Autoria: Federico Garcia Lorca)
POVOADO

Sobre o monte pelado
um calvário.
Água clara
e oliveiras seculares.
Pelas vielas
homens embuçados,
e nas torres,
cataventos girando.
Eternamente
girando.
Ó povoado perdido, 
na Andaluzia do pranto!

(Tradução: Sinval Medina)
Y DESPUES

Los laberintos 
que crea el tiempo 
se desvanecen.

(Solo queda el desierto.)

El corazón, 
fuente del deseo, 
se desvanece.

(Solo queda 
el desierto.)

La ilusión de la aurora 
y los besos, 
se desvanecen.

Solo queda 
el desierto.
Un ondulado 
desierto.

(Autoria: Federico Garcia Lorca)
E DEPOIS

Os labirintos 
que o tempo cria
se desvanecem.

(Só resta
O deserto.)

O coração,
fonte do desejo,
se desvanece.

(Só resta
o deserto.)

A ilusão da aurora
e os beijos,
se desvanecem.

Só resta
o deserto.
Um ondulado
deserto.

(Tradução: Sinval Medina)
CASIDA DEL LLANTO

  He cerrado mi balcón
porque no quiero oir el llanto,
pero por detrás de los muros
no se oye otra cosa que el llanto.

  Hay muy pocos ángeles que canten,
hay muy pocos perros que ladren,
mil violines caben en la palma de mi mano.

  Pero el llanto es un perro inmenso,
el llanto es un ángel inmenso,
el llanto es un violín inmenso,
las lágrimas amordazan al viento,
y no se oye otra cosa que el llanto.

(Autoria: Federico Garcia Lorca)
CASIDA DO PRANTO

  Fechei as janelas 
Porque não quero ouvir o pranto.
Atrás dos muros
Não se ouve nada mais que o pranto

  Muito poucos anjos cantam,
muito longe latem cães
mil violinos cabem na palma da minha mão.

  Mas o pranto é um cão imenso,
o pranto é um anjo imenso,
o pranto é um violino imenso.
As lágrimas amordaçam o vento,
e não se ouve nada mais que o pranto.

(Tradução: Sinval Medina)
CASIDA DE LAS PALOMAS OSCURAS

A Claudio Guillén

Por las ramas del laurel
vi dos palomas oscuras.
La una era el sol,
la otra la luna.
«Vecinitas», les dije,
«¿dónde está mi sepultura?»
«En mi cola», dijo el sol.
«En mi garganta», dijo la luna.
Y yo, que estaba caminando
con la tierra por la cintura,
vi dos águilas de nieve
y una muchacha desnuda.
La una era la otra
y la muchacha era ninguna.
«Aguilitas», les dije,
«¿dónde está mi sepultura?»
«En mi cola», dijo el sol.
«En mi garganta», dijo la luna.
Por las ramas del laurel
vi dos palomas desnudas.
La una era la otra
y las dos eran ninguna.

(Autoria: Federico Garcia Lorca)
CASIDA DAS POMBAS ESCURAS 

À Claudio Guillén

  Pelos ramos do loureiro
vi duas pombas escuras.
Uma era o sol
a outra era a lua.
“Vizinhas”, disse-lhes eu,
“onde está minha sepultura?”
“na minha cauda”, disse o sol,
“na garganta”, disse a lua.
E eu, que caminhava
com terra pela cintura,
vi duas águias de neve
e uma menina desnuda.
Uma era a outra
e a menina era nenhuma.
A elas, eu perguntei, 
“onde está minha sepultura?
“Na minha cauda”, disse o sol,
“Na garganta”, disse a lua.
Pelos ramos do loureiro
vi duas pombas desnudas,
Uma era a outra.
As duas eram nenhuma.

(Tradução: Sinval Medina)
PS: Casida é uma forma poética arábica pré-islâmica também utilizada por poetas persas medievais. Ao explorar  temáticas amorosas e sentimentos de nostalgia perdida,  tradicionais versos de origem  oriental inspiraram modernistas espanhóis  como Lorca e Felix Grande e latino-americanos (Jaime Sabines, mexicano e Ricardo Molinari, argentino). 
CANCIÓN TONTA

  Mamá.
Yo quiero ser de plata.

  Hijo,
terá mucho frio.

  Mamá.
Yo quiero ser de agua.

  Hijo, 
tendrás mucho frío.

  Mamá.
Bórdame en tu almohada. 

  !Eso sí!
!Ahora mismo!

(Autoria: Federico Garcia Lorca)
CONVERSA DE CRIANÇA

Mamãe, eu quero ser de prata.
Filho, terás muito frio.

Mamãe, eu quero ser de água.
Filho, terás muito frio.

Mamãe, me borda na tua almofada.

Isto sim, meu filho. Agora mesmo.

(Tradução: Sinval Medina)
POEMAS ORIGINAIS DIGITALIZADOS

SONETOS OSCUROS

Encontrados em rascunhos e publicados quase meio século após sua morte, estes versos de rigoroso esmero formal revelam uma faceta menos conhecida da vida de Garcia Lorca.
Aqui, um exemplo da lírica ardente que o autor expressa em seus sonetos escuros.  

EN LA MUERTE DE JOSÉ DE CIRIA
 Y ESCALANTE

¿Quién dirá que te vio, y en qué momento?
¡Qué dolor de penumbra iluminada! Dos voces suenan: el reloj y el viento mientras flota sin ti la madrugada.

Un delirio de nardo ceniciento invade tu cabeza delicada.
¡Hombre! ¡Pasión! ¡Dolor de luz! Memento. Vuelve hecho luna y corazón de nada.

Vuelve hecho luna: con mi propia mano lanzaré tu manzana sobre el río
turbio de rojos peces y verano.

Y tú, arriba, en lo alto, verde y frío,
¡olvídame! Y olvida el mundo vano, tristísimo Giocondo, amigo mío.

(Autoria: Federico Garcia Lorca)
NA MORTE DE JOSÉ DE CIRIA 
E ESCALANTE

Quem dirá que te viu, e em que momento?
Quanta dor de penumbra iluminada! Duas vozes soam: o relógio e o vento
Enquanto flutua sem ti a madrugada.

Um delírio de nardo cinzento invade tua cabeça delicada.
Homem! Paixão! Dor de luz! Memento. Volta feito lua e coração de nada.

Volta feito lua: com minha própria mão lançarei tua maçã sobre o rio
túrbido de rubros peixes e verão.

E tu lá em cima, lá no alto, verde e frio
esquece-me! E esquece este mundo vão, tristíssimo Giocondo, amigo meu.

(Tradução: Sinval Medina)

INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES

Principais obras

AnoObraGênero
1921Livro de PoemasPoesia
1928Romancero Gitano (Romanceiro Cigano)Poesia
1929/40Poeta em Nova York (póstuma)Poesia
1927Mariana PinedaTeatro
1930A Sapateira ProdigiosaTeatro
1932Bodas de SangueTeatro
1934YermaTeatro
1935Doña Rosita, a SolteiraTeatro
1936A Casa de Bernarda Alba (publ. póstuma)Teatro
1935Sonetos do Amor Obscuro (publ. 1983–84)Poesia

Publicações de Federico García Lorca no Brasil

1. Poesia

AnoTítuloTraduçãoEditora
1957Romance GitanoAfonso Félix de SousaCivilização Brasileira
1966Antologia PoéticaAfonso Félix de SousaEditora Leitura
1989Obra Poética CompletaWilliam Agel de MelloEd. Universidade de Brasília / Martins Fontes
1998Sonetos do Amor Obscuro e Divã do TamaritWilliam Agel de MelloBertrand Brasil
2001Antologia PoéticaWilliam Agel de MelloMartins Fontes
2005Antologia Poética (edição de bolso)William Agel de MelloL&PM Pocket
2012Obra Poética Completa (5ª edição)William Agel de MelloMartins Fontes
s.d.*Romanceiro Cigano  *Fábio Aristimunho VargasHedra
s.d.*Poeta em Nova York  *Renato TapadoLetras Contemporâneas (Florianópolis)

* Ano exato de publicação não confirmado com precisão nas fontes consultadas.

2. Teatro

AnoTítuloTraduçãoEditora
1960Bodas de SangueCecília MeirelesAgir (Rio de Janeiro)
1963YermaCecília MeirelesAgir (Rio de Janeiro)
1975Yerma / A Casa de Bernarda Alba / Dona Rosita a Solteira (volume conjunto)Cecília Meireles, Carlos Drummond de Andrade e Alphonsus de GuimaraensLivraria José Aguilar
1975Bodas de Sangue / Assim que Passem Cinco AnosCecília Meireles / Oscar MendesLivraria José Aguilar
1975Amor de Dom Perlimplim; A Sapateira Prodigiosa; O Retábulo de Dom Cristóvão; Diálogos; O PúblicoOscar MendesLivraria José Aguilar
1977Bodas de Sangue  *Antonio MercadoEditora não confirmada
2000YermaMarcus MotaEditora Universidade de Brasília
2000A Casa de Bernarda Alba: drama de mulheres em vilarejos da EspanhaMarcus MotaEdUnB / Imprensa Oficial do Estado (SP)
2004Bodas de SangueRubia Prates GoldoniPeixoto Neto
s.d.*Trilogia da Terra Espanhola (Bodas de Sangue, Yerma, A Casa de Bernarda Alba)  *Luciana MontemezzoBestiário

* Ano exato de publicação não confirmado com precisão nas fontes consultadas.

3. Prosa e ensaios

AnoTítuloTraduçãoEditora
2024A Prosa do Poeta (ensaios, conferências e entrevistas)Lelia Maria RomeroMadamu

4. Obras de referência sobre Lorca produzidas no Brasil

AnoTítuloTraduçãoEditora
2016*Lorca Total: textos sobre poesia e teatro de García Lorca (org. I Seminário Internacional, UnB)  *— crítica/homenagem, não traduçãoPontes Editores

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