Skip to content Skip to footer

CAMINHOS DA ESCRITA PLURAL

A magia do hábito de leitura e a imortalidade da palavra escrita

Todos concordamos que muita coisa mudou desde que o mundo é mundo. Hoje consultamos o Dr. Google antes de ir ao médico, pagamos as contas sentados no sofá, degustamos as delícias da alta gastronomia sem ir ao restaurante, assistimos o filme vencedor do Oscar no sofá da sala e convivemos, perplexos e maravilhados com os avanços da TI. De fato, todos os dias somos expostos a novidades que mexem com a nossa cabeça e alteram nossos comportamentos.

Isso não significa que o passado virou um monte de escombros. Muita coisa permanece de pé. Um bom exemplo é o hábito de leitura, que continua firme e forte no nosso cotidiano. O surgimento da palavra escrita é tão decisivo na trajetória humana que marca o início da Civilização. Do papiro bordado de hieroglifos e das placas de barro com decalques cuneiformes até a brochura de papel e tinta e a telinha dos tablets e celulares, percorremos uma longa jornada. Ao longo do tempo, mudaram os suportes materiais, mas o ato de ler não se alterou.  Continua a ser um ritual de recolhimento íntimo, em que se realiza o milagre da comunhão de subjetividades. A palavra impressa forma consciências, cicatriza dores emocionais, transforma vidas. Um mundo onde as obras literárias são condenadas ao extermínio pelo fogo, tal como descrito por Ray Bradbury no romance Fahrenheit 451, publicado em 1953, felizmente jamais deixou as páginas da ficção científica. Os clássicos perduram e convivem com produções que continuam a jorrar da criatividade dos autores, com ou o sem a parceria da inteligência artificial. Seja como livro, seja nos novos formatos criados pelos avanços tecnológicos, o texto pulsa e vive entre nós.

Em resumo, a relação apaixonada e apaixonante entre autor e leitor persiste, as gerações se sucedem, o gosto pela leitura se renova e a palavra escrita, independente do suporte material que lhe dá vida, continua a ser a seiva que alimenta a cultura humana. 

Esse é o sentido e o sentimento do nosso blog. Explore com a gente o universo da palavra. Leia e escreva neste espaço aberto a tempos e vozes diversas, em todos os tons e sons da nossa Escrita Plural. 

Morte e vida severina em Camaquã

(Hoje, 18 de outubro de 2025, Ana Flávia Araújo Medina completa 60 anos. Sua mãe,…

(…)
Cremilda Medina

Um mapa não é o território

Foi um engenheiro e matemático polonês, Alfred Korzybski, que, em 1931, emitiu esta frase decisiva…

(…)
Cremilda Medina

O mundo coberto de penas, aliás Vidas Secas

Com o texto já na gráfica, em conversa com o editor José Olympio, Graciliano Ramos…

(…)
Sinval Medina

O visitante tardio

Dez anos após a última aparição sem escalas de Kafka no Brasil (A Metamorfose, Ed.Hedra,…

(…)
Sinval Medina

Indelicidade de solteiro

  Franz Kafka, em livre adaptação de  Sinval Medina É desolador ser aquele velho solteiro…

(…)
Sinval Medina

Em busca dos mitos fundantes

Acompanho a escrita ficcional e ensaística de Sinval Medina há seis décadas. Tão logo nos…

(…)
Cremilda Medina

Círculos Concêntricos – Caminhar sobre as águas 

Até o ano de 1975, pesquisadores e professores brasileiros na área de Comunicação Social obtinham…

(…)
Sinval Medina